Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia

Aspectos colposcópicos e histopatológicos do canal anal e do ânus de mulheres com infecção genital pelo papilomavírus humano segundo a localização de lesão e o tipo de coito

Fugita, E. Aspectos colposcópicos e histopatológicos do canal anal e do ânus de mulheres com infecção genital pelo papilomavírus humano segundo a localização de lesão e o tipo de coito. São Paulo, 1997. Dissertação (mestrado)– Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo.

Estudou-se a aplicação do método colposcópico para o exame do canal anal utilizando-se o gel de prilocaína/lidocaína (EMLA Ò ) para anestesia tópica, o soro fisiológico a 0,9% e o ácido a 1% para evidenciar as alterações, e a pinça de Gaylor-Medina pequena para realização de biópsia. Para o exame do ânus por meio de método colposcópico, utilizou-se o soro fisiológico a 0,9% e o ácido acético a 5% para evidencia as alterações, e a pinça de Gaylor-Medina pequena para feitura de biópsia, após infiltração local de lidocaína a 2% sem vasoconstrictor.

Selecionou-se 42 mulheres portadoras de infecção genital pelo Papilomavírus Humano (HPV).

Observou-se que o método colposcópico aplicado no canal anal e no ânus, segundo a técnica descrita, é apropriado para o exame em ambulatório. Alterações colposcópicas foram diagnosticadas em 85,71% dos casos no canal anal e 52,38% no ânus. As Alterações colposcópicas biopsiadas foram compatíveis com infecção pelo HPV em 27,78% dos casos no canal anal e 59,09% no ânus, ao estudo anátomo-patológico.

O estudo dessas pacientes segundo a localização da infecção genital pelo HPV demonstrou que, naquelas com a vulva acometida, há associação da histopatologia positica para o HPV no ânus (p=0,0172), mas não no canal anal.

O estudo segundo o tipo de coito, demonstrou que, naquelas que praticam o coito anal, há associação da histopatologia positiva para o HPV no canal anal (p=0,0068),mas não no ânus.