Após o diagnóstico de adenocarcinoma in situ em conização, a conduta depende de dois pontos principais: as margens cirúrgicas e o desejo reprodutivo da paciente.
Se as margens estão livres, mulheres com prole constituída devem ser encaminhadas para histerectomia. Já aquelas que desejam preservar a fertilidade podem ser acompanhadas de forma conservadora, com colpocitologia aos 6 e 12 meses, depois anual por 5 anos, e a cada 3 anos na sequência. Quando a família estiver completa, a histerectomia passa a ser indicada.
Se as margens estiverem comprometidas, a conduta é sempre nova conização para ampliar margens, independente do desejo de gestação. Uma vez livres, seguimos o mesmo protocolo.
E no pós-histerectomia, o seguimento deve ser anual por 5 anos e depois a cada 3 anos.
Em resumo: o manejo do AIS equilibra segurança oncológica com preservação da fertilidade.
- distribuição multifocal, Lesões “salteadas” e não contíguas
- localização é variável com maior probabilidade de acometer glândulas endocervicais profundas
Referência bibliográfica:
- SMS/INCA-Diretrizes Brasileiras para o rastreio do câncer do colo uterino- 2018.
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Dra. Ana Carolina Rosário de Sica é Mestre em Ciências da Saúde na Irmandade Santa Casa de São Paulo. Doutoranda em Ciências da Saúde na Irmandade Santa Casa de São Paulo. Preceptora voluntária do Setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia da Santa Casa São Paulo. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/6788385873766134.

