As úlceras genitais são queixa comum no consultório e exigem investigação cuidadosa, pois têm múltiplas causas, desde ISTs até condições não infecciosas e neoplasias.
Principais causas infecciosas
- Herpes (HSV-1/2): vesículas dolorosas → úlceras múltiplas; diagnóstico por PCR.
- Sífilis: cancro duro, indolor; diagnóstico sorológico.
- Cancro mole: úlcera dolorosa, fundo sujo + adenite.
- Donovanose: úlceras crônicas, indolores, sangrantes.
- Linfogranuloma venéreo: pequena úlcera inicial + linfadenopatia dolorosa.
Causas não infecciosas
- Doença de Behçet, traumas, dermatoses (líquen plano, pênfigo vulgar).
- Neoplasias vulvares: considerar em úlceras crônicas e não cicatrizantes.
Abordagem diagnóstica
- Anamnese + exame físico detalhados.
- Sorologias (sífilis, HIV), PCR (HSV, trachomatis), cultura em casos selecionados.
- Biópsia: indicada em lesões persistentes ou suspeitas de malignidade.
- Quando houver dúvida → aplicar abordagem sindrômica (herpes, sífilis, cancro mole).
Tratamento de escolha
- Herpes: Aciclovir 7–10 dias (1º episódio).
- Sífilis: Penicilina benzatina dose única.
- Cancro mole: Azitromicina ou Ceftriaxona.
- Donovanose: Doxiciclina ≥ 21 dias.
- LGV: Doxiciclina por 21 dias.
- Não infecciosas: manejo direcionado.
✅ Mensagem final
- O diagnóstico precoce previne complicações e transmissão de ISTs.
- O ginecologista deve sempre investigar causas não infecciosas e considerar neoplasias.
A associação de exame clínico + testes laboratoriais + protocolos sindrômicos garante manejo seguro e eficaz.
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Dra. Gianna Roselli Venâncio é Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC. Doutoranda em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC. Professora afiliada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/8050940121533258.

